segunda-feira, 27 de julho de 2015

Alma arrefecida


Só poderemos considerar o nosso percurso terminado quando permitimos que o amor morra em nós...talvez eu devesse fazer um luto agora que a minha alma arrefeceu, mas cada vez que o luar entra no meu quarto ...sinto-me como uma criança a baloiçar e a minha alma aquece, tal como uma lareira numa noite melancólica de inverno. Ainda há esperança, ela está bem ao meu lado agora, eu posso senti-la...Serei egoísta por ter saudades de mim? mas eu sem amor... sou como uma rosa sem água. Perdoem-me...

Queridos pais...

Quando nós, seres humanos nascemos nunca é uma escolha, nunca existe uma seleção de pessoas, o que por vezes gera infelicidade ou filhos mal amados...por muitos defeitos que os seres humanos possam transportar nunca devemos perder o lado humano que é suposto nos caracterizar.
Eu tenho consciência que a nossa árvore Genealógica vos identifica como meus avós, a ciência assim o dita, mas todo o amor que se destacou em cada ano da minha vida e que vos corre nas veias... vos destaca como pais. Não fui eu que vos escolhi, mas sim vocês que me escolheram a mim e eu posso fielmente afirmar que vocês foram o amor mais bonito e puro que tive em toda a minha vida. Obrigada, por me amarem incondicionalmente, o amor é mesmo isso, quando nos permite amar também os defeitos de alguém...
                                                                                                           Amor eterno da vossa neta,