A esperança é sempre a última coisa que deve morrer na alma da gente, pessoas também fraquejam... mas o egoísmo por vezes cega o amor, a ilusão sobrepõe-se ao coração e com o tempo tudo desvanece, todos nós sabemos que a consciência em certa altura da vida mata. A sociedade é demasiado grande para a ambição de tentar muda-la e faze-la ser melhor, talvez eu até não tenha nexo nos meus pensamentos ou ações, talvez seja uma mente repleta de loucura indomável.. mas não procurem respostas, vivam antes as questões do mistério e aceitem a natureza com a sua beleza genuína, anseio desde a minha chegada a partilha do mundo entre todo o ser nele inserido, como um só, peço aos céus que esta minha inocência me cegue sempre, não me importo de ser mais uma alma condenada, antes isso do que cair no buraco da sociedade fútil que busca rendimento nas coisas que vieram ao mundo para serem sentidas e não negociadas...
sábado, 20 de junho de 2015
Melodia motora
Um surgimento banal como manda a rotina
Porem a tua presença virara citadina
Buscando ilusões nas crenças da mente
Focando a origem de todo o incidente
Para que o amanhã fosse somente uma miragem
Desejando que o tempo prolongasse a nossa viagem
Sorrisos estonteantes me aqueceram a alma
Mas hoje sei que a gente de tudo reclama
Talvez seja mesmo este o nosso destino
Nada sermos de tudo quanto poderíamos ter sido.
A rotina da alma
A madrugada surge...a nostalgia reflete-se no primeiro raio de sol, serei eu um ser destinado a não ser mais que isto que sou todos os dias? nunca o suficiente...
Tempo grava na minha carne todas essas cicatrizes que me trouxeste na tua audaz presença para que eu saiba que a minha vida não está a ser passada em vão... Deixa-me apenas saborear mais uma vez o pouco amor que me resta...sinto que tudo que havia para quebrar já quebrou e renego-me a mim mesma por isso, porque eu sou a lunática que o tolo vê e o sábio sente, tirem-me esta insaciável sede de conhecimento abstrato que me consome neste mundo tolo que vive a contemplar a beleza e não faz uso do amor...de que serve tudo isso? Eu só queria encontrar a humanidade no meio de toda essa gente que preenche as ruas e as malas, mas não preenche a alma...
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Julgamento
Sou apenas uma voz que nasceu na penumbra do vazio com fome de amor, mas chegou a hora de deixar que morra em mim essa tua semente, alimentarei o tempo com a tua imagem até que ela desapareça na sua totalidade, com frieza é certo. Mas nada mais te posso dar senão a magoa que deixaste com a tua ausência. Não te quero ter porque
em meu ser tudo estaria terminado, ambos sabemos que esse caminho era o rumo ao
beco sem saída, as nossas escolhas são tão traiçoeiras, tão exigentes e ao
mesmo tempo tão fracas...Agora dou por mim a ver o teu arrependimento nos olhos, cada lagrima que derramas, será que sou desumana por não as limpar? Sinto a minha alma a arrefecer a cada dia...bastava teres ficado ao meu lado tal como a esperança permanece na vida. Tanta coisa que ficou por
dizer, eu tentei, juro, mas a cobardia sobrepunha-se à minha voz, já fraca e
gasta. E assim o coração morreu, tal como uma flor quando não recebe a sua
fonte de alimento para poder sobreviver…Já chega de lágrimas secas, de lamentações
repetidas, vai…agora teus dedos entrelaçarão outros dedos e o nosso amor ficara
suspenso tal como a felicidade que idealizávamos, cegos na nossa ilusão, quebrada na traição que me trouxeste inconsciente das tuas ações, mas pelo menos eu fui o teu erro mais bonito, fui tudo aquilo que tu querias e nunca soubeste, agora sou tudo aquilo que queres...e não tens. Eu ficarei eternamente presa nos pontos
silenciosos da tua mente e te possuirei como ninguém conseguiu! É uma promessa...
BrokenChildhood
Cada ser é único e ao mesmo tempo
existe uma igualdade nisso, por todos sermos distintos... Tanta frustração num
corpo ileso e perdido na infância que nunca chegou a vir... Tantos retratos
preenchidos de sorrisos vazios e ausências que a melancolia relembra, para iludir
a nostalgia da alma senta-se na soleira da janela fazendo da lua o seu
candeeiro e das estrelas o seu berço, com as cordas da guitarra sufocadas para
que a melodia entoe somente na sua alma e na luz da lua, criando um porto
seguro só dela. Tanta lucidez indesejada, tantas palavras encobertas pela
solicitação do tempo, se ao menos soubessem os meus medos para poderem
rejuvenescer as minhas alegrias…esta sede de paz…esta inconstância marcada pelos pesadelos, pelas noites mal dormidas em que a escuridão me ilumina e sufoca, ele já
não está mais ao meu lado no sofá, ele era o colo da minha infância, o meu
livro infantil favorito, o meu rancor e alegria, um exemplo de bondade ferida…e
agora ele sumiu sem se despedir, não por falta de oportunidade, não fora, foi falta de aviso que seria o ultimo abraço, onde estava ele? falhei tanto, a culpa persegue-me fielmente… Mas eu sei que a lua e as estrelas são aquilo
que une o universo e que de alguma forma inconscientemente aproximam os
humanos... e desta forma eu tenho a esperança na alma…eu sei que há noites em
que eu e ele cruzamos o olhar no ceu pelo mesmo instante, embora em lados opostos. Hoje digo o que nunca te disse enquanto havia tempo, estejas onde estiveres, eu amo-te pai da mesma forma que sei que me amas a mim, apesar do corte temporal...
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