sábado, 20 de junho de 2015

A rotina da alma

A madrugada surge...a nostalgia reflete-se no primeiro raio de sol, serei eu um ser destinado a não ser mais que isto que sou todos os dias? nunca o suficiente...


Tempo grava na minha carne todas essas cicatrizes que me trouxeste na tua audaz presença para que eu saiba que a minha vida não está a ser passada em vão... Deixa-me apenas saborear mais uma vez o pouco amor que me resta...sinto que tudo que havia para quebrar já quebrou e renego-me a mim mesma por isso, porque eu sou a lunática que o tolo vê e o sábio sente, tirem-me  esta insaciável sede de conhecimento abstrato que me consome neste mundo tolo que vive a contemplar a beleza e não faz uso do amor...de que serve tudo isso?  Eu só queria encontrar a humanidade no meio de toda essa gente que preenche as ruas e as malas, mas não preenche a alma...

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