sexta-feira, 19 de junho de 2015

BrokenChildhood

Cada ser é único e ao mesmo tempo existe uma igualdade nisso, por todos sermos distintos... Tanta frustração num corpo ileso e perdido na infância que nunca chegou a vir... Tantos retratos preenchidos de sorrisos vazios e ausências que a melancolia relembra, para iludir a nostalgia da alma senta-se na soleira da janela fazendo da lua o seu candeeiro e das estrelas o seu berço, com as cordas da guitarra sufocadas para que a melodia entoe somente na sua alma e na luz da lua, criando um porto seguro só dela. Tanta lucidez indesejada, tantas palavras encobertas pela solicitação do tempo, se ao menos soubessem os meus medos para poderem rejuvenescer as minhas alegrias…esta sede de paz…esta inconstância marcada pelos pesadelos, pelas noites mal dormidas em que a escuridão me ilumina e sufoca, ele já não está mais ao meu lado no sofá, ele era o colo da minha infância, o meu livro infantil favorito, o meu rancor e alegria, um exemplo de bondade ferida…e agora ele sumiu sem se despedir, não por falta de oportunidade, não fora, foi falta de aviso que seria o ultimo abraço, onde estava ele? falhei tanto, a culpa persegue-me fielmente… Mas eu sei que a lua e as estrelas são aquilo que une o universo e que de alguma forma inconscientemente aproximam os humanos... e desta forma eu tenho a esperança na alma…eu sei que há noites em que eu e ele cruzamos o olhar no ceu pelo mesmo instante, embora em lados opostos.  Hoje digo o que nunca te disse enquanto havia tempo, estejas onde estiveres, eu amo-te pai da mesma forma que sei que me amas a mim, apesar do corte temporal...


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