Sou apenas uma voz que nasceu na penumbra do vazio com fome de amor, mas chegou a hora de deixar que morra em mim essa tua semente, alimentarei o tempo com a tua imagem até que ela desapareça na sua totalidade, com frieza é certo. Mas nada mais te posso dar senão a magoa que deixaste com a tua ausência. Não te quero ter porque
em meu ser tudo estaria terminado, ambos sabemos que esse caminho era o rumo ao
beco sem saída, as nossas escolhas são tão traiçoeiras, tão exigentes e ao
mesmo tempo tão fracas...Agora dou por mim a ver o teu arrependimento nos olhos, cada lagrima que derramas, será que sou desumana por não as limpar? Sinto a minha alma a arrefecer a cada dia...bastava teres ficado ao meu lado tal como a esperança permanece na vida. Tanta coisa que ficou por
dizer, eu tentei, juro, mas a cobardia sobrepunha-se à minha voz, já fraca e
gasta. E assim o coração morreu, tal como uma flor quando não recebe a sua
fonte de alimento para poder sobreviver…Já chega de lágrimas secas, de lamentações
repetidas, vai…agora teus dedos entrelaçarão outros dedos e o nosso amor ficara
suspenso tal como a felicidade que idealizávamos, cegos na nossa ilusão, quebrada na traição que me trouxeste inconsciente das tuas ações, mas pelo menos eu fui o teu erro mais bonito, fui tudo aquilo que tu querias e nunca soubeste, agora sou tudo aquilo que queres...e não tens. Eu ficarei eternamente presa nos pontos
silenciosos da tua mente e te possuirei como ninguém conseguiu! É uma promessa...

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